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História

Em 1842, Minas se rebelou contra o Império por questões políticas. Era a Revolução Liberal, chefiada por Teófilo Ottoni, no Serro, região de Diamantina, Minas Gerais. Tal Revolução foi responsável por vários pontos primordiais para o povoamento do Estado de São Paulo:

Forçou novas gerações de migrantes de Minas Gerais para o chamado Oeste atingindo a Província de São Paulo.

Ocupação de velhas terras, consideradas devolutas, em decorrência do fracasso de muitas sesmarias.

Afastamento dos índios dos mais variados sítios, em volta de muitos rios, onde ainda hoje são descobertos vestígios de tais habitações.

Essa rebelião foi facilmente controlada pelas forças Imperiais, mas o desenrolar dos fatos forçou muitas famílias a procurar novas terras para se estabelecer, esta é uma das teorias para explicar a vinda de famílias inteiras que povoaram o interior paulista.

No entanto, alguns historiadores acreditam que a decadência da mineração do ouro seja o motivo real da migração dos habitantes de Minas Gerais. Mas essa é só mais uma hipótese.

Em Santo Antonio do Machado, pequeno lugarejo a oeste de Minas, as famílias de Pedro Alves de Oliveira e Miguel Francisco Landim (que na época tinha 26 anos e era recém-casado), partiram em busca de novas terras, talvez impulsionados pelo fim da rebelião.

Os aventureiros partiram rumo ao leste, chegando a São Simão (região de Ribeirão Preto), onde possivelmente adquiriram idéias concretas que nortearam sua caminhada, e de onde se dirigiram para uma região conhecida como "Campos de Araraquara".

Campos de Araraquara, era uma vasta região (11.000 alqueires segundo registros escritos), de propriedade de José Antonio de Castilho e de sua esposa Dona Ana Claudina do Sacramento, que veio para região em 1826, tomou posse das terras, então devolutas e aprofundou-se na mesma usando o Rio São Lourenço e Ribeirão dos Porcos como caminho para estas terras, que eram então denominadas Boa Vista.

Ao final de 1842, a Família Landim e a Família de Pedro Alves de Oliveira, chegaram em Araraquara onde conheceram Castilho e conseguiram arrendar suas terras para as quais partiram entre 1843 e 1848. Pedro Alves de Oliveira era conhecido por Velho Amaro, provavelmente devido ao fato de ser filho do desbravador Amaro Alves de Oliveira.

Tão logo chegaram na confluência dos Rios São Lourenço e Ribeirão dos Porcos iniciaram um arraial com plantações e pequenas construções.

Os Landim e Amaro viveram em perfeita comunhão até por volta de 1856, quando Pedro Alves de Oliveira (Velho Amaro), negociou com Castilho a compra da Região, segundo consta, sem o conhecimento dos Landim, o que motivou os desentendimentos entre as duas famílias. A escritura de compra está lavrada com data de 02 de maio de 1876.

Tal fato provocou a separação das famílias. Os Amaro partiram para o norte, onde fundaram Boa Vista das Pedras, mais tarde conhecida como Itápolis.

Os Landim, rumaram para o sul, até as margens do rio Tietê pouco abaixo do Ribeirão dos Porcos na então chamada "Grande Curva do Rio", onde se localizava a conhecida corredeira de Wamicanga. Começaram ali um povoado que foi quase dizimado pela febre palustre (maleita) e posteriormente por ataques de uma tribo indígena que se encontrava no outro lado do rio. Os Landim partiram então em direção ao nordeste até chegarem a dois riachos que se encontravam aos quais deram o nome de Saltinho e São Joaquim.

A terra foi então dividida entre o clã, para que fosse melhor cultivada. O alferes Angelo Pereira Landim em Monte Alegre; João Pereira Landim em Capim Fino; Francisco Pereira Landim, em Cana do Reino e MIGUEL PEREIRA LANDIM, na fazenda Água Quente, região compreendida entre o Córrego São Joaquim e o Córrego Água Quente, onde mais tarde fundou-se a povoação da "Capela da Água Quente, que transformou-se na cidade de IBITINGA.

O primeiro marco que assinala a fundação do povoado é a fé. É realizada a construção de uma capela por José Custódio e os irmãos Landins, tendo por orago o Senhor Bom Jesus.

A vila começou pelo Largo do Mercado, localizado às margens do córrego São Joaquim e se estendeu em direção às sedes dos outros Landim. O ano provável da fundação do povoado é 1860.

Por escritura lavrada nas notas do 1º Ofício de Araraquara, em 03 de outubro de 1870, Miguel Pereira Landim e sua mulher fazem doação à Mitra Diocesana, do patrimônio em que estava situada a Vila de Ibitinga, regulando aproximadamente "um quarto de légua em quadro", onde se formou a Vila de Ibitinga. Mais tarde, como consta do Registro Imobiliário local; a Mitra Diocesana faz doação à Câmara Municipal de Ibitinga, exceção feita ao largo da Matriz, da casa paroquial e o seu quintal.

Em 1885, por Lei provincial de número 105, do dia 20 de abril Ibitinga foi elevada à categoria de Distrito de Paz. Cinco anos mais tarde Ibitinga é desmembrada do município de Araraquara, transformando-se então em vila (Sede de Município) por força da Lei de número 66 de 04 de julho de 1890, assinado pelo então governador Prudente J. de Moraes Barros.

Em 1992, de acordo com a Lei nº 8.199, de 24 de dezembro, Ibitinga deixa de ser um município comum, passando a ser "ESTÂNCIA TURÍSTICA DE IBITINGA"